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Acusado pela morte de Rachel Genofre é condenado a 50 anos de prisão

Foto: Reprodução/RPC


Carlos Eduardo dos Santos foi condenado por 4 votos a 1, no fim da noite desta quarta-feira (12), a 50 anos de prisão pela morte da menina Rachel Genofre, que tinha nove anos na época do crime. “Finalmente, a família conseguiu a justiça que clamou depois de muita espera. Mas a dor permanece por esse crime tão cruel e brutal que chocou o Brasil. Temos que combater esse tipo de violência veementemente para que essa barbaridade não se repita e destrua outros lares”, disse o deputado estadual Cobra Repórter (PSD), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai) da Assembleia Legislativa.


O homem de 52 anos foi interrogado por videoconferência, já que está preso em Sorocaba (SP), onde cumpre pena por outros crimes. Durante o julgamento, ele disse ter praticado violência sexual contra Rachel, mas não assumiu o assassinato da menina. O julgamento realizado no Tribunal do Júri, em Curitiba, não pôde ser acompanhado pela imprensa e não foi transmitido pela internet, já que o caso tramitou em segredo de justiça.

O CRIME - A menina de 9 anos desapareceu no dia 03 de novembro de 2008, após sair da escola. O corpo foi encontrado dois dias depois do desaparecimento, dentro de uma mala, embaixo de uma escada na Rodoferroviária de Curitiba. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a pequena foi estuprada, agredida, queimada com cigarro e morta por asfixia.


O acusado pelo crime foi identificado onze anos depois, em 2019, com a ajuda de exames de DNA. A identificação aconteceu após o cruzamento de dados das polícias do Paraná, São Paulo e Distrito Federal. O homem estava detido na Penitenciária 2 da Comarca de Sorocaba, em São Paulo, desde 2016 após ter cometido crimes de estelionato e adultério, além de ser acusado de estupro.

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