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Agressão Infantil: o perigo está mais próximo do que se imagina!



Números do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes são causadas por parentes próximos e que, de hora em hora, morre uma criança torturada ou espancada pelos próprios pais e/ou responsáveis. Ou seja, o perigo está mais próximo do que se imagina!


Na semana passada, por exemplo, um crime chocou o país: duas mulheres são acusadas de matar uma criança de 9 anos, na noite da última sexta-feira (31), em Samambaia Norte, no Distrito Federal. O corpo do menino foi decapitado e apresentava sinais de queimadura. Uma das suspeitas era mãe da vítima. A outra seria companheira dela. O assassinato teria acontecido enquanto o garoto dormia.


Em 76% dos casos recebidos pelo Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, as violências foram intrafamiliares, ou seja, praticadas dentro de casa. Quando uma criança é agredida, as marcas que ficam não são apenas físicas, mas também emocionais. A agressão sofrida atinge a criança no seu desenvolvimento, na sua visão de si mesma e do mundo. Com o intuito de colocar o foco neste assunto diante à sociedade, o dia 04 de junho é dedicado ao Combate da Agressão Infantil.


Lembrando que as agressões as quais as crianças são submetidas podem ser de ordem física, psicológica ou sexual. É preciso que todas as pessoas denunciem as ocorrências, aos primeiros sinais de maus-tratos e negligência, por parte de pais, responsáveis legais ou de qualquer outra pessoa do convívio de crianças e adolescentes. Em qualquer suspeita de violência ou agressão, a orientação é encaminhar a denúncia para o Conselho Tutelar da cidade o mais rápido possível. As denúncias também podem ser feitas por meio do “Disque Direitos Humanos - Disque 100", um serviço nacional, mantido pelo governo federal e que pode ser acionado de qualquer parte do país. Não há necessidade de identificação do denunciante.


“Precisamos preservar a infância de nossas crianças e resguardar a adolescência também, afinal são períodos importantes para o desenvolvimento sócio-afetivo delas. Além do que lutar por elas é garantir um futuro melhor e mais digno para o nosso país”, destacou o deputado estadual Cobra Repórter (PSD), presidente da Comissão que Defende os Diretos da Criança, Adolescente, Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai).

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