• Criai Paraná

Seminário reforça a importância das famílias na prevenção à violência contra crianças e adolescentes




O deputado Cobra Repórter (PSD), vice-líder do Governo e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai), a secretaria estadual de Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) e a Prefeitura de Rolândia realizaram, nesta terça-feira (18), o Seminário “Rolândia e o Paraná contra a Violência”.


O evento foi realizado no Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e teve como principal palestrante a doutora em Tecnologia e Sociedade pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Cineiva Campoli Tono, integrante da Força-Tarefa Infância Segura que, assim, como as autoridades locais, destacou que a família tem papel fundamental na prevenção à violência contra crianças e jovens.


“É muito importante o trabalho preventivo da família, do pai e da mãe, que devem fazer de tudo para proteger seus filhos. Segundo os dados, mais de 70% dos abusos contra crianças ocorrem no ambiente familiar. Este evento tem como objetivo promover a reflexão e fazer com que os alertas, as ações definidas sejam replicadas em todo o Paraná”, afirmou o deputado Cobra Repórter, um dos responsáveis pela realização do evento, que participou direto de Curitiba, onde cumpriu agenda na Assembleia Legislativa e no Governo Estadual.



A representante da Fortis, Cineiva Campoli Tono, explicou que a Força-Tarefa foi criada em 2019, com representantes dos diversos setores que assinaram um pacto/carta de intenções, em um evento dentro do Tribunal de Justiça do Paraná, com 12 ações para proteção da criança e do adolescente. Hoje, estas ações foram ampliadas para 18 e o que se busca é que elas se tornem uma política pública efetiva do Estado. Para isso, o deputado Cobra Repórter tem tramitando na Assembleia um projeto de lei visando tornar a Força-Tarefa uma ação permanente.


Ela explica que, conforme a secretaria estadual de Segurança, as maiores vítimas de violência estão na faixa de 0 a 18 e quem mais sofre são as meninas. “Temos que falar e atingir este público, especialmente os homens, pois mais de 70% dos que praticam a violência são homens na faixa dos 18 aos 39 anos. Os números escondem uma realidade cruel. No período da pandemia, houve queda de 21% nos dados de violência contra a criança, mas temos que levar em conta que as crianças não estão indo na escola, onde se sentem seguras para denunciar, ou a mãe está mais presente em casa, mas não quer dizer que ela não sofra, que não presencie a violência psicológica”, afirma a doutora.


Outro número que assusta é a violência contra bebês que aumentou em 37% de janeiro de 2020 a janeiro de 2021. “Não podemos ver números e ficar inertes”, enfatizou Cineiva Campoli Tono. Ela ressalta ainda que o Poder Público também precisa trabalhar a prevenção, realizar campanhas informativas, promover a formação dos pais e responsabilizar as produtoras pelos conteúdos impróprios, pois no Brasil não há controle mais rígido, como acontece em outros países.



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